domingo, 5 de junho de 2011

Tiê

Bom, eu pensei bastante antes de falar da Tiê, porque faz pouco tempo que eu começei a admirar essa incrível cantora. Ouvia sempre na rádio a música "Dois", mas por achar triste demais eu não dava muita atenção; essa música faz parte do albúm "Sweet Jardim" de 2009, que contém canções delicadas, autobiográficas, tristes e melancólicas.
Mas pra minha sorte ela lançou em março desse ano seu segundo cd "A Coruja e o Coração", com canções mais "alegres", autorais e parcerias, arranjos mais encorpados e uma versão de "Você Não Vale Nada", isso mesmo aquela música do Calcinha Preta, que eu nunca imaginei que pudesse ficar tão boa e fofa. Assisti outro dia a um show dela e no meio do show ela falou: "Vamos agora pra parte alegre do show...", e começou a cantar as músicas desse novo trabalho. Eu fiquei super feliz pois pelo menos eu não sou a única que teve essa impressão de alegria, um pouco diferente do primeiro disco.
Quem quiser conheçer e não quiser ficar triste, eu sugiro que começe pelo segundo álbum, a não ser que você esteja na maior deprê, o namoro acabou, tá naquela tristeza que não tem fim, querendo se matar, aí sim você pode ouvir o primeiro.






Um breve resumo...

Tiê foi modelo, cursou Relações Públicas na FAAP, estudou canto em Nova Iorque, e foi dona de um brechó/restaurante em São Paulo. No Café Brechó, conheceu duas figuras importantes para sua carreira na música: Dudu Tsuda e o compositor Toquinho, com quem a cantora gravou sua primeira música e viajou pelo Brasil e Europa em turnê. Em 2007 ela gravou um EP com quatro músicas, em parceria com Dudu Tsuda - tecladista das bandas Pato Fu, Jumbo Elektro, Cérebro Eletrônico e Trash Pour 4. Depois passou seis meses apenas compondo o restante das músicas do disco. Em 2008 começou a fazer shows solo e entrou para as listas de cantoras promissoras na imprensa. A cantora Tiê, aos 28 anos, lançou seu primeiro disco - “Sweet Jardim” - em março de 2009. No disco, Tiê mostra suas composições, canta e toca piano e violão em dez faixas de autoria própria, gravadas ao vivo, ao estilo low-fi. A base da maioria das canções é o violão tocado por Tiê, algumas somam efeitos incidentais e intervenções, outras trazem a letrista/cantora ao piano.
Uma pitada de David Bowie, caixinhas de música, Tom Waits, estrelas cadentes, Nancy Sinatra, chuvas de papel, Ella Fitzgerald, sapatilhas de ponta, Beatles, boás, Doris Day, balas de goma, e tantos outros que infiltraram sua derme durante esses anos. Enfim, ela decide caminhar sozinha pelos ladrilhos musicais com suas misturas requintadas que sabem muito bem onde querem chegar.

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